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•03/02/2010 • Deixe um comentárioCOI define comissão de coordenação dos Jogos Olímpicos RIO 2016
•13/01/2010 • Deixe um comentárioO Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta quarta-feira, dia 13, os 17 membros do COI e o diretor executivo que formarão a Comissão de Coordenação dos Jogos Olímpicos Rio 2016. O grupo vai auxiliar o trabalho do Comitê Rio 2016 e monitorar o desenvolvimento do projeto durante os próximos seis anos e meio. A presidente já é conhecida dos brasileiros: a campeã olímpica Nawal El Moutawakel (Marrocos), líder da Comissão de Avaliação do COI que, em 2009, analisou o projeto das quatro cidades candidatas à sede dos Jogos de 2016.
A Comissão de Coordenação tem integrantes dos cinco continentes, todos com experiências anteriores em Comissões de Avaliação ou Coordenação de Jogos Olímpicos ou em Comitês Organizadores do maior evento esportivo do planeta. O grupo representa várias unidades do Movimento Olímpico, como atletas, Comitês Olímpicos Nacionais e Federações Internacionais, garantindo a coordenação necessária para o sucesso do evento. O diretor executivo é o suíço Gilbert Felli, diretor executivo de Jogos Olímpicos do COI. Os demais integrantes são: Alex Gilady (ISR), Alexander Popov (RUS), Beatrice Allen (GAM), Ching-Kuo Wu (TPE), Francesco Ricci Bitti (ITA), Greg Hartung (AUS), Gunilla Lindberg (SUE), John D. Coates (AUS), Julio César Maglione (URU), Nat Ind rapana (TAI), Nicole Hoevertsz (ARU), Patrick Joseph Hickey (IRL), Richard L. Carrión (PUR), Sergey Bubka (UKR), Timothy Tsun Ting Fok (HKG) e Willi Kaltschmitt Luján (GUA).
Para o presidente Carlos Arthur Nuzman, o Comitê Rio 2016 e a Comissão de Coordenação farão uma grande parceria. “Fiquei muito feliz com a escolha da Nawal El Moutawakel por sua competência e pela experiência como presidente da Comissão de Avaliação que esteve no Rio, em 2009. O trabalho coordenado por ela nos garantiu uma avaliação completa e correta da nossa capacidade de realizar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos em 2016. O COI escolheu uma comissão que prima pela competência e pelo extenso conhecimento do Movimento Olímpico. O Comitê Rio 2016 está pronto para iniciar este trabalho conjunto”, disse Carlos Arthur Nuzman.
Nawal El Moutawakel foi a primeira africana a tornar-se campeã olímpica ao vencer os 400m com barreiras nos Jogos de Los Angeles 84. Ela também se tornou a primeira mulher a liderar uma Comissão de Coordenação do COI. “É uma honra. Acredito que a equipe ajudará o Rio de Janeiro a realizar Jogos Olímpicos inesquecíveis em 2016. Como fui presidente da Comissão de Avaliação, conheço os diversos pontos fortes que o Rio e o Brasil podem oferecer. Juntos, mostraremos isso ao mundo nos próximos anos”, disse Nawal, que esteve no Brasil de 27 de abril a 2 de maio de 2009, para a visita da Comissão de Avaliação.
Comissão de coordenação dos Jogos Olímpicos RIO 2016
Presidente
Nawal El Moutawakel (MAR)
Diretor Executivo
Gilbert Felli (SUI)
Integrantes
Alex Gilady (ISR)
Alexander Popov (RUS)
Beatrice Allen (GAM)
Ching-Kuo Wu (TPE)
Francesco Ricci Bitti (ITA)
Greg Hartung (AUS)
Gunilla Lindberg (SUE)
John D. Coates (AUS)
Julio César Maglione (URU)
Nat Indrapana (TAI)
Nicole Hoevertsz (ARU)
Patrick Joseph Hickey (IRL)
Richard L. Carrión (PUR)
Sergey Bubka (UKR)
Timothy Tsun Ting Fok (HKG)
Willi Kaltschmitt Luján (GUA)
Fonte: Assessoria de imprensa Rio 2016/Textual
Cavaleiro numero um do Ranking FEI/Rolex
•13/01/2010 • Deixe um comentárioMarkus Ehning teve a honra de ser o primeiro cavaleiro a usar a braçadeira verde e ouro que foi criada pelo IJRC-International Jumping Riders Club e que identifica o cavaleiro numero um do Ranking FEI/Rolex e foi usada pela primeira vez no CSI de Paris
Agora será a vez do cavaleiro holandês Albert Zoer ter o privilégio de usa-la, pois por apenas um ponto de diferença, Albert Zoer arrebatou a primeira posição de Marcus Ehning. Zoer com 3106 pontos e Ehning 3105 pontos continuam a batalha.
Pius Schwizer subiu de quarto para terceiro lugar, enquanto Eric Lamaze caiu de terceiro para o quarto lugar.
O quinto cavaleiro do mundo é Kevin Staut, que subiu duas posições. Rolf Goran Bengtsson é o sexto do mundo, com Rodrigo Pessoa em sétimo lugar.
Em oitavo aparece McLain Ward, nono Harrie Smolders e décimo Marco Kutsher.
Na décima primeira posição entra Ludger Beerbaum o décimo segundo vai para Edwina Alexander. Talvez este seja o declínio mais significativo, Alexander estava na quinta posição.
Beezie Madden, Daniel Deusser, Jessica Kuerten, Ben Maher, Denis Lynch, Michel Robert, Gianni Govoni e Penelope Leprevost, completam o FEI top vinte. Bernardo Alves subiu do 25º para o 23º e Doda Miranda agora ocupa a 44ª posição subindo quatro posições. Pedro Veniss é o 57º e Cássio Rivetti 60º, Luciana Diniz em 85º com isto temos seis brasileiros entre os 100 melhores do mundo.
Veja aqui o ranking completo.
FTI Winter Equestrian Festival – Palm Beach Equestrian Center
•12/01/2010 • Deixe um comentárioDia 13 de janeiro será dada a largada para o FTI Winter Equestrian Festival no Palm Beach Equestrian Center e que distribuirá ate abril um total de US$5.500.000,00 em prêmios.
Durante o FTI Winter Equestrian Festival serão disputados torneios internacionais de salto, adestramento e polo com a participação dos maiores astros mundiais desta modalidade.
No salto os percursos armados por Olaf Petersen, Leopoldo Palácios, José “Pepe” Gamarra e Anthony d’Ambrósio entre outros grandes armadores garantirá a qualidade técnica do concurso.
Rodrigo Pessoa foi o grande vencedor do ano passado com Palouchin de Ligny.
No adestramento será realizada uma etapa do CDI 5* Exquis World Dressage Masters competição máxima da modalidade e que foi vencida em 2009 por Anky van Grunsven.
Durante o decorrer do evento estaremos acompanhando o desempenho dos brasileiros que estarão disputando este concurso.
Francisco José Mesquita Musta é eleito pelos internautas como o destaque do Hipismo no Brasil do ano de 2009
•05/01/2010 • Deixe um comentárioO campeão do Ranking da Confederação Brasileira de Hipismo, Francisco José Mesquita Musa, é eleito pelos internautas na enquete do Site Hipismobr como o destaque do Hipismo no Brasil do ano de 2009
Confira o resultado da enquete: (10 dias de votação: 459 votos)
Francisco José Mesquita Musa:: 200 votos – Campeão do Ranking da CBH na categoria Sênior Top
Karina Harbich Johannpeter: 78 votos – Vencedora da Liga Sul Americana para a Copa do Mundo de 2010
Stephan Barcha 78 votos – Melhor brasileiro na Copa das Nações do CSIOW Haras El Capricho – Arg
Bartholomeu Bueno de Miranda Neto: 56 votos – Campeão Brasileiro Sênior Top
Joana Valente: 47 votos – Vencedora das seletivas no Brasil para o Campeonato Mundial de 2010
Musa, começou a montar com 12 anos com o seu pais, na cidade de Três Corações no estado de Minas Gerais. Em 2009 foi o vencedor do Ranking da CBH e do Ranking de GP da CBH, na categoria Sênior, confira abaixo os seus principais títulos.
Clique aqui e confira o perfil do cavaleiro Francisco José Mesquita Musa
2009
Vencedor da prova a 1,35 Torneio de Verão Clube Hípico de Santo Amaro
2° lugar Mini Grande Prêmio do torneio de Verão Clube Hípico de Santo Amaro
Vencedor da prova de 1,35 do Derby da Cidade De Sao Paulo CCSP
3° lugar Grande Prêmio do Derby da Cidade de Sâo Paulo CCSP
Vencedor do Grande Prêmio 1,55 Seletivo dos Jogos equestres Mundiais da Copa São Paulo
Vice Campeão Brasileiro de Sênior Top
2° lugar Mini Grande Prêmio nacional Aniversário do Clube Hípico de Santo Amaro
Vencedor da prova 1,35 do CSI-W Aniversário do Clube Hípico De Santo Amaro
2° lugar na prova de abertura 1,45 do CSI-W Aniversário do Clube Hípico De Santo Amaro
2° lugar Grande Prêmio Aniversário da Sociedade Hípica De Campinas
4° lugar Grande Prêmio Seletivo para a Copa do Mundo Indoor
4° lugar Grande Prêmio CSI-W Indoor
Vencedor da prova Vodka Finlândia 1,45 CSN Rio de Janeiro
3° lugar no Grande Prêmio Aniversário da Sociedade Hipica Brasileira
Vencedor da prova 1,40 Internacional do Rio de Janeiro
4° lugar no Grande Prêmio seletiva da Copa do Mundo do Internacional do Rio de Janeiro
Vencedor do Ranking de Sênior Top 2009
Vencedor do Ranking de Grande Prêmio 2009
2008
3 meses de participação nos principais concursos da europa
Participou das Copas das Nações dos Concursos :
CSI**** Posna , Polônia
CSI***** Lisboa , Portugal
CSI***** Falsterbo , Suécia
CSI *** Haras El Capricho , Argentina
CSI **** Aach , Alemanha
Pre-selecionado para as Seletivas europeias para a Olimpiadas de Pequim
7° no Grande Prêmio do CSI***** de Lisboa – Chantree
Vencedor da Prova 1,35 do Aniversário da Sociedade Hipica de Campinas
3° lugar Grande Prêmio do Aniversário Da Sociedade Hipica de Campinas
3° lugar Grande Prêmio Seletivo para Copa do Mundo do CSI-W Rio de Janeiro
Vencedor do Grande Prêmio final do Campeonato Brasileiro de Cavalos Novos 7 anos
Vencedor do Grande Prêmio INDOOR Sociedade Hipica Paulista
2007
3° lugar no Derby do Clube de Campo de São Paulo
3° lugar no Mini Grande Prêmio da Sociedade Hipica Brasileira
2006
Vencedor da Prova De Abertura 1,35 do Aniversário da Socidade Hipica Brasileira
Vencedor do Mini Grande Prêmio de Aniversário da Sociedade Hipica Brasileira
Vice Campeão Paulista de Sênior
3° no Grande Prêmio Embratel do CSI-W INDOOR
3° lugar no Grande Prêmio da Copa São Paulo na Sociedade Hipica Paulista
Outros
Vencedor da Liga Hipica Sul Mineira
Vencedor das temporadas do Exército da ESsA , Aman e da Escola de Equitação do Exército
Vice Campeão do Derby da Sociedade Hipica Paulista
Vencedor do Grande Prêmio Manege Alphaville
Vencedor do Grande Prêmio do Hotel dos Frades em Angra dos Reis
Fonte: AJA – Hipismobr
Guilherme Dutra Foroni, será o representante do Brasil na Seletiva do Chile, para as Olimpíadas da Juventude que será em Cingapura
•05/01/2010 • Deixe um comentário
Guilherme Dutra Foroni vencedor doRanking da CBH da categoria Júnior e vencedor do troféu eficiência da FPH também na categoria Junior, foi convocado pela Confederação Brasileira de Hipismo para representar o Brasil na seletiva da América do Sul que íra defenir os representantes para as olimpíadas da Juventude, que acontecerá em Cingapura, no mês agosto neste ano.
A seletiva será realizada em Valdivia, no Chile, de 26 a 31 de janeiro 2010. Estarão representados 10 países da America do Sul que disputarão 3 vagas.
O brasileiro conta com a torcida do hipismo nacional, e tem grandes chances que conquistar uma vagas, uma vez que o jovem cavaleiro tem demonstrado sua capacidade técnica nas principais competições hípicas.
Fonte: AJA – Hipismobr
Reflexão e Planejamento: dicas para melhorar em 2010
•04/01/2010 • Deixe um comentárioO momento é de avaliar a jornada esportiva em 2009 e pensar os desafios para o próximo ano. Confira dicas para melhorar sua performance em 2010
Com o fim do ano se aproximando podemos dizer que é hora de olhar para traz e avaliar alguns pontos de nossa jornada esportiva, como: calendário de provas, periodização, equipamentos, processo e logística de treinamento, hábitos alimentares, performance nas provas, etc…
A partir desta análise, que deve ser feita juntamente com seu treinador (caso tenha), devemos organizar nosso próximo ano e futuros desafios, sempre buscando nos superarmos de alguma forma, seja em uma competição específica, seja em nossa rotina de treinamento.
Aí vão algumas dicas que podem ser úteis e te ajudar na discriminação e análise das principais esferas relacionadas ao treinamento:
* Calendário de provas e periodização – escolha seus principais objetivos (provas mais importantes ou de sua preferência), para que seu treinamento seja estruturado em função deles e as provas secundárias (normalmente de distâncias diferentes das provas alvo) devem entrar em épocas bem específicas para potencializar e não atrapalhar o processo de treino. Essa medida é de extrema importância, pois seu planejamento precisa de um foco que determinará a melhor abordagem a ser seguida nos treinos. Procure se organizar e fazer as inscrições com antecedência, pois normalmente os preços são menores!
* Equipamentos – verifique se seus equipamentos estão em boas condições para aguentar mais um ano sem te “deixar na mão”. Concentre-se, principalmente, para natação, nos óculos e roupa de borracha; para ciclismo, em pneus, cassetes, correntes, pastilhas de freio e um bom “bike fit”; para corrida, nos tênis e óculos escuros. Se for o caso, invista em algo específico para uma determinada prova (ex: rodas de competição, capacete aerodinâmico, meias de compressão…), pois quando se atinge um determinado nível alguns detalhes podem fazer a diferença.
* Processo e logística de treinamento - organize seus horários para que possa aproveitar o máximo de cada treino, respeitando os tempos de descanso e otimizando sua recuperação. Estude poder treinar em locais calmos e seguros, busque horários que lhe permitam algum tempo de descanso antes de voltar a sua rotina. Veja se é possível treinar próximo a sua casa ou trabalho, facilitando assim sua locomoção e evitando uma grande perda de tempo no trânsito. Tente manter uma rotina consistente de treinos e caso tenha dificuldades com horários, não hesite em diminuir o volume destes, para que você não fique sem treinar.
* Hábitos alimentares – lembre que os alimentos são o combustível dos atletas, se ingerir com regularidade “combustível adulterado” com certeza o “motor” não funcionará tão bem. Tente minimizar ao máximo os alimentos que sabidamente não te trarão benefícios como alimentos fritos e sobremesas. Dê preferência aos carboidratos de absorção lenta como os legumes e frutas. Aumente a quantidade de fibras adicionando grãos e alguns cereais à sua dieta, opte por proteínas magras (peixe, frango, peito de peru…) e lembre que o consumo de gorduras é importante, desde que sejam as monoinsaturadas, advindas do azeite extra virgem, nozes, castanhas, avelãs.
* Performance nas provas – analise seus resultados, juntamente com seu treinador (caso tenha) com um olhar crítico em relação à todos os outros itens citados acima, pois com certeza eles de alguma forma influenciaram sua performance. Além disso, deve-se avaliar as condições do dia, como vento, correnteza, temperatura, umidade e as características particulares de cada prova, como uso ou não de roupa de borracha, se o vácuo era ou não permitido, altimetria do percurso e seus objetivos em cada uma dessas provas.
Boa reflexão, bons treinos e provas!!!
by Rodrigo Tosta – ironguides
Conheça o húngaro que conquistou os Estados Unidos
•04/01/2010 • Deixe um comentário
Bertalan de Némethy começou a montar ainda criança em Gyor, Hungria. Filho do governador que controlava três dos dezenove estados húngaros. Ele começou na adolescência a competir no salto.
Devido ao emprego de seu tio como oficial de cavalaria, Némethy foi para a Academia Militar de Ludovica, em Budapeste, onde se graduou em 1932 com a patente de tenente. Em seguida, entrou para a cavalaria, montando seis cavalos por dia na escola. Começava com os cavalos de adestramento, mas antes tinha aula na guia sem estribos e, em seguida, montava os cavalos mais novos de cross-country. Ele se tornou instrutor na escola depois de se formar em 1937.
A habilidade de Bertalan como cavaleiro foi excepcional, mas ele perdeu a oportunidade olímpica devido ao cancelamento dos Jogos de 1940. Em vez disso, de Némethy foi enviado para treinar na escola de cavalaria alemã em Hannover, sendo o primeiro oficial húngaro a fazê-lo. Lá ensinou gente como Otto Lorke, Fritz Stecken e Bubi Günther e também aprendeu o sistema alemão de formação.
No entanto, a Segunda Guerra Mundial forçou Bertalan a voltar para a Hungria. Mas como o exército russo se aproximou de Budapeste, ele e seus colegas cadetes decidiram fugir novamente, desta vez para a Dinamarca. Némethy permaneceu em Copenhague por seis, onde trabalhou como professor de equitação.
Em 1952, de Némethy obteve permissão da embaixada dos EUA para emigrar e se tornou um cidadão em 1958. Ele se mudou para Far Hills – Nova Jersey onde começou a ensinar no Sleepy Hollow Country Club, em Tarrytown – Nova Iorque.
Em 1955, a conselho de William Steinkraus e Arthur McCashin, de Némethy foi contratado pelo USET – United States Equestrian Team para se tornar o treinador da equipe de salto. Bertalan aceitou a posição, permanecendo na mesma até 1980.
Durante este tempo, ele treinou alguns dos maiores nomes do esporte, incluindo George H. Morris, Joe Fargis, Frank Chapot, Kathy Kusner, Leslie Burr, Conrad Homfeld, Michael Matz, Melanie Smith, Neal Shapiro e William Steinkraus. Ele baseou a sua formação no trabalho de adestramento, cavalete e guia, que foi publicado no seu livro clássico “O Método de Némethy”
Enquanto treinador, a equipe de salto dos EUA conquistou a prata por equipe nos Jogos Olímpicos (JOs) de 1960 e 1972, ouro e bronze individual nos JOs de 1968 e 1972. Além disso, todos os quatro cavaleiros da equipe medalha de ouro em 1984 foram treinados pela equipe de de Némethy.
Além disso, a sua equipe ganhou a medalha de ouro por equipe nos Jogos Pan-americanos em 1959, 1963, 1975 e 1979.
O seu “time” ganhou – nada mais, nada menos – 71 das 144 Copas das Nações em que competiu, venceu o Troféu Presidente da FEI em 1966 e 1968, e seus cavaleiros individualmente venceram 72 GPs e mais de 400 provas internacionais.
Em 1987, ele foi admitido no Show Jumping Hall of Fame.
Quando Bertalan de Némethy morreu em 23 de janeiro de 2002, ele encerrou uma época especial.
O ex-treinador da equipe de salto da USET foi fundamental no desenvolvimento do estilo americano de equitação, trabalhando com os melhores cavaleiros e amazonas do país, na era de ouro do Centro de Treinamento de Gladstone – Nova Jersey.
Foi uma situação única, e Bertalan entrou em cena quando a América estava ansiosa para causar impacto sobre o esporte.
“Ele estava no lugar certo na hora certa”, disse Joe Fargis, chefe da equipe olímpica de 1984 e medalhista de ouro individual.
“Bertalan nos levou a uma nova dimensão de equitação e treinamento de cavalos”, disse George Morris, membro da equipe de 1960 – medalha de prata olímpica, e que passou a ser um treinador respeitado em todo o mundo.
“Embora ele estando envolvido apenas com o nível de elite, o topo puxou o resto”, Morris continuou. “Foi uma receita perfeita. Ele tinha um grande país para trabalhar, ele tinha grandes cavaleiros e uma base preparada de cavalos de hunter. Tinha um diamante bruto”.
Em uma entrevista anos atrás, de Némethy lembrou do que ele encontrou quando assumiu a Seleção de Show Jumping em 1955.
“Eles não estavam sentados atrás em seus cavalos”, disse ele com um sorriso malicioso. “Eles não tinham preparação de adestramento. Simplesmente não estava na moda ou era desconhecida naquela época. Eles tinham experiência apenas na categoria hunter”.
Membro do USET, Chrystine Jones Tauber – que assumiu o Centro de Gladstone e trabalhou como diretora de saltos de obstáculos após a aposentadoria de de Nemethy em 1980 – notou que ele mostrou aos americanos “O valor de ter um sistema. Sentia-se que, sem adestramento básico e cavalete, os cavalos não seriam capazes de mostrar todo seu potencial”.
Ela lembrou sua ênfase no trabalho na guia sem estribos e rédeas. Seu cavalo favorito para este exercício era Royal Beaver, um aposentado do CCE, que andava nos círculos sem a sutileza ou a leveza que Bertalan de Némethy (“Bert”) exortava aos seus cavaleiros extrair dos seus cavalos.
Você deveria apertar suas pernas até ficarem dormentes”, disse Tauber. “Você mal conseguia andar no dia seguinte”. Mas ela acha que essas lições trouxeram uma uniformidade de estilo e o excelente assento, que se tornou a marca registrada americana.
As contribuições de de Nemethy continuam a ser respeitadas não só por aqueles que estavam próximos a ele, mas também por toda a comunidade de salto onde ele alcançou status lendário.
Os princípios clássicos que o nativo da Hungria aprendeu no período pré-Segunda Guerra Mundial nas escolas de cavalaria da Alemanha e Hungria, bem como sua personalidade, foram essenciais no processo e sucesso do seu elenco. O impacto que ele causou no salto resultou tanto de seu caráter, quanto de suas habilidades técnicas.
“Ele tinha convicções fortes e nunca as abandonou”, disse Fargis.
“Ele representava o que era justo e certo, e ele fez a diferença em nossas vidas”, lembrou Melanie Smith Taylor, membro da equipe de 1984 – medalha de ouro olímpica.
As equipes de cavaleiros do passado recordam com carinho seu mentor e a maneira única com que foram influenciados. Seu sotaque húngaro, que nunca perdeu durante mais de meio século naquele país, parecia dar a suas palavras peso extra, apesar de, as vezes, algumas pessoas terem problemas para descobrir o que ele estava dizendo.
“Se Bert dissesse para fazer algo, era o que devia ser feito. Nós certamente não iríamos discutir com ele”, disse Michael Matz, cuja primeira experiência olímpica veio com o treinador em 1976.
O treinamento era rigoroso, mas razoável.
“Ele era uma pessoa de classe. Se você fazia algo errado, você sabia que tinha que responder a ele”, disse Matz.
Tauber lembra que Bert “era muito atento aos detalhes, e valorizava a disciplina em tudo, do equipamento à organização”. Dieta foi outra coisa que não escapou à sua atenção. “De vez em quando, ele nos fazia passar na balança do celeiro”, disse ela. Felizmente, de Némethy tinha um senso de humor, e muitas vezes ele precisava dele ao lidar com seus pupilos.
“A maioria de nós passou anos tentando `enganar´Bert naqueles dias de aulas sem estribos, no frio da manhã, na arena coberta de Gladstone”, disse Robert Ridland, sempre um pouco rebelde.
Diziam que Bert tinha dificuldades para se ajustar aos integrantes da equipe feminina. Os esquadrões de cavalaria em que ele serviu antes da guerra eram todos do sexo masculino. E o mesmo aconteceu em todos os outros países que competiram com ele em eventos internacionais.
“No início dos anos 1970, as amazonas não eram consideradas `fortes e confiáveis´, como os homens. Portanto, era muito difícil para nós fazer parte da equipe. Foram muitas tentativas minhas, pessoalmente, para ganhar a confiança de Bert. Mas uma vez que provamos nosso brio, Bert foi sempre fiel a nós”, revelou Taylor.
Quando ele ia para as atividades sociais que eram uma parte do show internacional, Bertalan ditava a lei, tanto quanto fazia na pista.
“Ele nos dizia, meninas vocês devem estar no lobby do hotel em meia hora em vestidos longos e com os cabelos arrumados”, disse Carol Hofmann Thompson, rindo enquanto lembrava-se do trauma de três mulheres com apenas um banheiro para elas, tentando seguir as ordens.
“Ele adorava mostrar as suas meninas”, acrescentou ela. Ao mesmo tempo, ele sempre foi dedicado à sua falecida esposa, Emily, que ele adorava. Ele nunca foi o mesmo depois de sua morte repentina em 1997.
Como Joe Fargis, Thompson ficou em contato com Bertalan de Némethy mesmo depois que ele parou de se aventurar longe de sua casa de repouso em Sarasota, Flórida. Ela lembrou sua última visita, quando ele ainda estava com dor de uma queda que sofrera.
“Mas ele me fez sentir que eu era o sol do seu dia”, disse ela, o que era típico da forma como ele lidava com as pessoas. Todo mundo achava que era importante para ele.
“Ele deu confiança a todos nós”, disse ela. “Ele me levou de uma autodidata de fundo de quintal para um nível olímpico”.
Assim, muitos cavaleiros que nunca sequer conheceram de Némethy devem a ele muito do que têm conseguido. “Através dos cavaleiros que treinou, seus discípulos, suas clínicas, livros e fitas, Bert exerceu uma influência profunda sobre a forma de montar dos americanos”.
“Mais tarde, como course designer, ele também ajudou a mudar a maneira de armar as pistas, influência que se estendeu também ao exterior. Todos que estiveram sob sua influência nunca se esqueceram de sua dívida para com ele” disse William Steinkraus, Presidente Emérito do USET.
Fonte: HipismobhBlog
















